sábado, 6 de setembro de 2014
A colheita do momento.
Dizem que um dia se entende porque estamos aqui.
Dizem que um dia tudo será mais fácil
e que a realidade precisa mudar.
Esperamos.
Somos aspirantes do há-de-vir.
o aniversário de quinze anos
o dia das mães,
e a moda primavera verão
O que mais se espera agora?
Verão, verão pois...
que o futuro é refém do momento que esperamos para viver
e da palavra que preferimos não dizer
e nos acostumamos. e nos quebramos
e não amamos.
Fechamos os olhos,
e o inverno vem.
Desperte, hoje. Liberte-se do ficou-por-vir.
venha!
- Dos porquês das estações.
terça-feira, 23 de julho de 2013
A fórmula do acaso.

O ser humano se forma de projeções.
Não almejar algo diferente do que se tem ou sabe pode reduzir uma vida á uma mera sobrevivência. Por assim dizer, o sonho é algo que configura o homem á sua própria essência significativa.
O tempo é contínuo, e o primeiro parágrafo já faz parte do passado. A vida é um ciclo, tendo assim um caráter evolutivo. Que sentido haveria então, numa estagnação? A mudança se faz necessária ao homem assim como a claridade da Lua á noite. E o sonho é o que dá sentido ás mudanças.
Sair de casa e observar o movimento da rua, perceber um gesto de gentileza entre duas pessoas que dizem bom dia uma para a outra. Chegar em casa e ver como um animal de estimação espera pela chegada de seu dono sempre no mesmo horário, fielmente. Ter certeza que como você faz hoje o seu trabalho não precisa ser sempre da mesma forma, e como você pensa hoje não precisa continuar igual. Enxergar o novo se faz nos detalhes, em se permitir mudança e minimizar o próprio ego á sua razão.
Quando sempre se projeta e busca, onde estaria o acaso?
O acaso estaria nas entrelinhas do presente, como resultado das ações a partir de agora, como proteção enquanto se anda distraído e nos faz pensar que o que aconteceu não segue uma lógica, nem uma probabilidade.
Assim, mesmo quando o céu noturno não estiver estrelado, o inusitado mudará as direções da caminhada e poderá indicar um novo sonho e um novo sentido para o próximo dia.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Caça ao tesouro.
Basta ligar a TV ou mesmo sair de casa para afirmarmos : é, estamos chegando ao fim de mais um ano novamente, mas já ? Já podemos ver promoções de panettones, piscas-pisca nos telhados das casas e na copa das árvores.
O anúncio inspirador de final e um novo começo, então, está por todos os lados.
Se essa sensação anual de final de ano, parece chegar cada vez mais rapidamente, o que estamos fazendo com esse tempo, que parece acelerar o ritmo de seu tic-tac?
Afinal, o ciclo é sempre o mesmo, a Terra completa sua volta em torno do Sol em 365 dias e 6 horas, salvo anos bissextos.
Na infância, normalmente, a falta de tempo não é uma grande preocupação, pois sempre deve sobrar um tempo para se fazer um desenho, brincar ou mesmo observar o movimento das nuvens no céu. Mas, ao chegarmos na fase adulta e participarmos da lógica capitalista e comercial, preenchemos cada período do dia com algum afazer que prometa nos levar ao sucesso profissional, pessoal ou ainda ambos.
Quando nos damos conta, é estabelecida uma rotina que pode nos colocar como coadjuvantes de nossa própria vida : temos muitos compromissos, não podemos fazer o que queremos e sim o que precisamos para o sustento do alcance de um objetivo. Nem reparamos mais no movimento das nuvens.
A verdade é que o ser humano é um grande caçador de tesouros e, assim que encontra-o, deseja um outro. É a vontade nosso grande motivador e nosso grande mal, como já afirmava o filósofo alemão Shopenhauer, que coloca nesse sentimento o motivo de cada frustração. No entanto, a vontade realmente motiva e é necessária, mas só o equilíbrio sempre satisfaz.
Porém, o significado do que é um tesouro varia para cada pessoa.
Algo realmente valioso pode ser a sua promoção no emprego, o diploma ou até mesmo a aquisição de algum "sonho de consumo". E sim,posso afirmar que essas são conquistas importantes. Mas, e enquanto esse dia em que o sonho é realizado não chega, a felicidade será projetada no futuro apenas?
A felicidade precisa ser absoluta e sua essência está em sua própria vida, no poder que o presente abriga no agora, de mudança a qualquer hora, para enxergarmos a valorização deste momento.
Estamos na caminhada, e se ela não valer a pena, que valor terá a chegada ao pote de ouro?
É preciso valorizar cada sorriso espontâneo que damos numa conversa na hora do almoço com os amigos,
É preciso valorizar cada abraço,
Cada forma de amor, cada lembrança boa e cada momento feliz.
Só assim, quando a Terra completar sua volta em torno do Sol, tudo terá valido á pena.
Não se esqueça: Há tesouros escondidos em lugares onde ainda podemos não ter procurado.
Feliz Ano Novo (:
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
A diferença da fronteira.
"Paradoxo da fronteira: criados por contatos, os pontos de diferenciação entre dois corpossão também pontos comuns(...) A quem pertence a fronteira?"(CERTEAU,1994, p.213).
Ao longo da história, em especial do desenvolvimento da ciência, a diferença entre conceitos e teorias foi o que sempre motivou contemporâneos a, continuamente, questionarem o que foi publicado anteriormente como teoria, fazendo com que o conhecimento global fosse sempre guiado pelas perguntas e pelo questionamento.
Isso mostrou claramente fronteiras ideológicas, e resultou em diversos seguimentos do conhecimento, formados por grupos que contrastavam em idéias.
Lamark e Charles Darwin são exemplos de fronteiras ideológicas contrastantes : ambos teorizavam a evolução das espécies, mas enquanto Lamark colocava o ambiente como influente ativo e principal na modificação dos organismos, Darwin teorizava que o ambiente apenas selecionava naturalmente as variações mais favoráveis.
Logo, a teoria darwiniana se tornou um símbolo da evolução das espécies e, no entanto, a comunidade científica continua o questionamento da mesma, formando-se seguimentos neo-darwinistas, entre outros tantos.
Mas existem também muitas outras fronteiras.
Sócio-econômicas, políticas ou ideológicas, por exemplo.
Contudo, é a fronteira ideológica que movimenta todas as outras áreas limítrofes.
A partir dela, cria-se conhecimento, que rege toda a sociedade em que vivemos, formando cidadãos que influenciam as pessoas ao seu redor e deles todos, originam-se também os políticos que farão as leis e governarão a cidade/estado/país, bem como cidadãos eleitores de diversas classes econômicas.
É possível ver o conhecimento sendo feito a cada passo que damos, num dia comum, assim que vemos duas ou mais pessoas debatendo sobre algum assunto, cada uma com suas diferentes idéias, questionando e construindo através do ponto comum que todas as fronteiras possuem: A diferença. Tendo em vista que todos , como seres sociais, se relacionam, influenciam e são influenciados uns pelos outros, podemos dizer que somos feitos pela própria fronteira.
As fronteiras devem pertencer então, ao comum e ao diferente, que juntos, fazem parte de nós e guiam, através de perguntas ( e não respostas apenas) a evolução de nossa espécie.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Correntes invisíveis.
Acreditar: Dar crédito a ; crer.
Com poucas palavras, o dicionário define o verbo. Mas em qual intensidade ele é aplicado na vida?
Acreditar surte efeito na concretização de um objetivo ?
Os elefantes de circo são , quando pequenos, presos pela pata por uma corrente amarrada numa pequena estaca de madeira. O elefantinho, por mais força que fizesse jamais conseguiria se soltar. Acontece que , ao crescerem, eles continuam presos pela mesma corrente na pequena estaca e, por mais arquitetada que seja a amarração, é evidente a capacidade que o elefante tem, agora, de se soltar rapidamente.
No entanto, ele já associou que não pode mais se soltar daquilo, pois quando pequeno era algo impossível.
Podemos usar essa analogia para as diversas vezes em que limitamos nossa capacidade sem mesmo tentar por etiquetarmos tal ação como algo impossível.
Mas o impossível só se torna real na falta de crença, e quando estamos acorrentados por um estaca que só precisa de um passo para ser arrancada do preconceito de impossibilidade : a mudança . E o improvável pode ser , muitas vezes, uma ilusão.
Paralelamente ás dificuldades diárias, relacionado aos limites e personalidades de cada pessoa na vida adulta, o pai da psicanálise - Freud - expunha a peça que liga o presente ao passado quando dizia que a configuração de cada pessoa na vida adulta é resultado de como foi a infância.
É comum notar as etiquetas que muitas vezes, e mesmo sem tal intensão, os pais colocam nos filhos, como por exemplo - esse é mais tímido, mas o irmão é muito mais extrovertido! Estas faziam com que a própria criança não agisse de uma maneira diferente por acreditar que era dessa forma e não poderia agir de um jeito oposto.
Esse processo se reafirma nas escolas, entre os colegas e em toda a fase de formação do indivíduo e sua identidade. Dessa forma pode-se concluir : a crença das crianças é muito forte pois, bastava um comentário e a mesma agia de acordo com ele e se tornava como ele descrevia.
Contudo, este é o problema da corrente psicológica que limita, mas é , ao mesmo tempo, a chave para uma libertação.
Não seria então possível tentar, mesmo que minimamente, resgatar essa força no acreditar das crianças e crer que podemos fazer tudo diferente?
Sim, o acreditar pode ajudar e muito na concretização de um objetivo, e até mesmo de um sonho, basta saber usá-lo na dosagem certa.
Mas não se esqueça: para que o elefante se solte da corrente, é preciso , além de acreditar, agir.
(Érica Rodrigues)
sábado, 10 de março de 2012
Inércia do poder.
"Os homens são guiados pelas suas paixões", já dizia um importante filósofo da política.Pode-se afirmar que durante a existência, cada um vive ou armazena em seu inconsciente muitas paixões. Alguns indivíduos tem como a maior de sua vida o trabalho, os estudos e outros ainda, depositam este sentimento em uma pessoa.
No entanto, é possível a análise numa escala global, a partir dos determinantes que rumaram a sociedade para a presente direção tendo-se em vista que a paixão que norteia a história da humanidade é o poder. Em sua busca sob seu próprio ambiente, nas sociedades pré-históricas,os habitantes procuravam dominar os animais que iriam caçar e o clima para melhor se instalarem e desenvolverem no local visando seu bem estar, bem como nos dias atuais quando pessoas são submissas de seu soberano em troca de um suposta segurança, e guerras pelo domínio e predomínio de um sistema político são travadas.
Numa escala mais micro, notam-se os padrões de estética do bonito, feio, certo e errado , ditadas para serem seguidas através, principalmente, de exposições midiáticas.
"É para que tudo siga seu fluxo e ordem, como deve ser o desenvolvimento de um país, um país de todos." - é o que diriam muitos cidadãos programados pelo governo e mídia para visarem o futuro como algo já pré-formatado, seguro e cômodo.
E perde-se então, o benefício da dúvida. O benefício do questionamento.
Deve-se questionar de início onde está a ordem, e onde está o progresso. Ambos só serão visíveis no plano externo, se estiverem primeiro dentro do próprio interior de cada vida.
Ao menos, uma coisa é certa : se há insatisfação com algum poder exercido sob cada pessoa, seja ele do âmbito governamental, social, ou ainda da inércia ideológica já imposta como forma de adestramento, algum desserviço consta nessa lógica. O que realmente mudaria o seu mundo, o nosso mundo? antes é necessário saber:
Qual é a paixão que te move?
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Aparência versus Essência.

Márcio juntou todas as suas economias para dar um belo anel de noivado á sua amada, e ela, ao recebê-lo, toda feliz, foi mostrá-lo ás suas amigas o quanto seu futuro marido a amava.
Mas e o amor? seria considerado do mesmo tamanho sem o valoroso anel?
Na sociedade atual, a felicidade relativa á algum feito ou objeto se torna por vezes presente no cotidiano, de forma a transceder o verdadeiro sentimento e a absoluta felicidade, tornando-os imperceptíveis.
A visão de um grandioso céu azul é impedida por uma núvem vinda fora de hora, que logo resulta num temporal,impedindo a uma borboleta que realize seu tão esperado vôo, logo que sai do casulo.
Seja qual for a sociedade em que se insere, e qual a moral que a rege, todos aspiram pela felicidade. Tanto a idealizam que a procuram de todas as maneiras : numa boa faculdade, bom futuro profissional, bons relacionamentos, entre outros. Entretanto, a verdadeira felicidade absoluta se encontra nos momentos que levam até o feito, ou seja, uma pessoa que realmente encontrou a felicidade, sabe que ela se encontra na própria vida, a cada instante.
Anos atrás, Márcio disse:
"Obrigado papai por este dia, te amo!"
Num dia qualquer, Márcio lembrou dessas palavras que dissera a seu pai antes de dormir, durante um final de semana que passaram juntos, depois de tanto tempo sem se ver, segundo o que ele falara, aquele fora o seu dia mais feliz. Agora lembrava o quanto sabia da felicidade, mesmo com tão pouca idade
Em seu casamento, jamais deixaria que uma núvem carregada impedisse que ele alçasse seu vôo, e comtemplasse o céu azul, podendo ver a essência além da aparência.
Vamos voar? Ainda há tempo,
sempre há tempo.
domingo, 1 de agosto de 2010
Batalha do Subconsciente

O tempo escorre como a água entre os dedos.
O relógio permanece em seu constante ciclo sem recuar um segundo sequer.
O que você faz neste instante?
A qualquer instante, o que importa?
É da natureza humana a incessante busca pelo motivo, pelo por que, ainda que pareça distante, porém nada obstante, uma vez que o seu destino se pode determinar.
Determinação é o grande significado de que necessitamos, aquele que não deve ser efêmero como o contentamento e sim perpétuo como Sol.
O dia navega no oceano do desconhecido e tão logo quanto se possa perceber, ancora no cais do anoitecer.
A espera de mais uma oportunidade desperdiçamos o nosso tempo na omissão do amor que não damos, retalhamos-o nas forças que não usamos e na prudência egoísta que nada arrisca, assim esquivando-se da dor também desviamos da felicidade.
Não devemos ser previsíveis como o frio na noite de inverno e sim arriscar-se por todos os dias, nas quatro estações sem temer o que está por vir.
Qualquer ser munido de determinação torna-se inevitavelmente maior que o obstáculo, o que torna inegociável qualquer condição que nos desvie de um propósito.
Buscar a confiança de ser livre e tornar-se responsável pelo que é e o que pretende ser, assumir a vitória e o pesar sempre tendo em mente o aprendizado, traz a experiência.
Insistência, luta e reação: três palavras que por inúmeras vezes já revolucionaram um país, uma nação e por que não o mundo?
Todas com um ideal - a determinação, tendo como alicerce a coragem, nos mostram que bradar pelos nossos objetivos sempre vale a pena.
Incitar a coragem inerente em cada um de nós e não ser apenas mais um na multidão, não apenas um sonhador, mas sim o exemplo do que queremos.
Assim a cada etapa superada o anseio para chegar ao alvo aumenta.
Reformulando a pergunta...
O que você vai fazer agora?
domingo, 30 de maio de 2010
Nuvem de Outono.

Uma gota de orvalho anuncia o início do dia.
Um sorriso, uma lágrima e uma voz que me dizia.
Brisa que perfaz o esguio formato das nuvens de outono, passa pela folha trazendo o orvalho á terra, a chuva umidece e faz brotar
sementes trazidas pelo vento,
e as frutas que alimentam a vida chamam um pássaro para perto sobrevoar.
A pessoa que sorri, chora e diz, o quanto é feliz.
Apenas por isso.
Mas isso não é apenas, é tudo.
Brisa que perfaz o esguio formato das nuvens de outono, passa pela folha trazendo o orvalho á terra, a chuva umidece e faz brotar
sementes trazidas pelo vento,
e as frutas que alimentam a vida chamam um pássaro para perto sobrevoar.
A pessoa que sorri, chora e diz, o quanto é feliz.
Apenas por isso.
Mas isso não é apenas, é tudo.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Destino por mérito e ousadia.
"Matar um sonho é nos matar [...]", como citou Fernando Pessoa. E ela não queria morrer.Laura sabia aonde queria estar, e era num lugar diferente do que se encontrava.
Com uma bandeja de xícaras de café nas mãos, a jovem que tinha acabado de fazer 18 anos, na década de 70, se direcionava para a sala da triagem da pequena empresa têxtil em que trabalhava,quando parou no meio do corredor que dava acesso ao seu destino, não resistiu e olhou para a sala das administradoras datilógrafas, almejando aquele posto.
Para quem a visse, com a bandeja na mão, pensaria, se soubesse do que ela queria, que o que idealizava, não passava de um futuro platônico, mas para Laura, sonhos, idéias e palavras eram coisas imortais, á prova de balas, em especial, ás balas do conformismo.
Se o sonho de datilógrafa parecia distante, o de advogada parecia mais ainda, profissão esta que escolhera desde criança, e para isso vinha estudando até que começasse a trabalhar.
Laura vivia numa família impositiva no ciclo vicioso de crescer, alfabetizar-se, e trabalhar o quanto antes, acreditando que essa era a melhor e única forma de se viver, sendo o simples fato de desejar ter um curso superior, ousadia demais.
Numa tarde chuvosa, ela volta para casa depois de mais uma jornada de trabalho, quando fazia um frio rigoroso.
Porém, o dia seguinte amanhece com o sol radiante e a acorda ás sete horas, deixando que os raios passassem pelas frestas da janela do quarto e atingissem seu rosto. Foi quando Laura compreendeu que, para que o lindo dia ensolarado se fizesse, foi preciso toda aquela chuva da véspera, pois, sem ela, talvez o dia seguinte não fosse tão bonito. Esse singelo acontecimento a fez concluir que, para que alcançasse seus objetivos seria preciso uma caminhada não muito fácil.
No trajeto ela pensava então, numa maneira de voltar a estudar.
Logo que chegou ao trabalho, teve a idéia de dizer aos seus pais que estava fazendo hora extra e usar desse tempo para um supletivo do ensino médio, até então inacabado.
Mesmo que quase todas as colegas depositassem certa descrença na perseverança de Laura, sua amiga, Renata, que trabalhava na datilografia, a ensinava a digitar na máquina de escrever nos tempos livres e, ao perceber a evolução da colega, á indicou ao cargo de sua ajudante, uma vez que há tempos ela não via tamanho empenho nas demais candidatas ao cargo.
No primeiro dia na nova função que tanto sonhava, Laura sentia que o Sol matinal radiante começava a brilhar em sua vida. Ela olhava fascinada ao seu redor, ainda descrente do feito; sem saber que uma chuva viria ao seu encontro mais adiante.
Naquele mesmo dia, seus pais encontraram os seus livros e obrigaram-na a parar de estudar, fato que a impulsionou a ir morar sozinha, tendo ela saído naquela noite, uma vez que jamais pararia de correr atrás de seus objetivos depois de tanto caminhar.
Com o passar dos anos, Laura terminou e ensino médio, fez a faculdade de direito que tanto sonhara e passou, para isso, por muitos caminhos rudimentares e dificultosos, mas que apontavam para um único objetivo: não deixar o sonho ser atingido por um tiro de conformismo.
Laura comprova que um simples ato de questionar a realidade, pode mudar o destino.
Destino? Este está de acordo com nossos méritos.
Ele é algo flexível ás nossas atitudes e aos nossos objetivos, parceiro ou inimigo, depende da fome que se tem de não deixar um sonho morrer.
Ps: história baseada em fatos reais
Ps²: Volto á ativa agora, após um bom tempo sem postagens.
Peço desculpas, mas a falta de tempo tem sido bem frequente devido aos estudos..
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Ininterrupto.

Os raios de sol que incidem sob o solo, a luz emitida pelos faróis de carros na noite escura, a velocidade de toda essa luz no espaço, ao mesmo tempo em que vidas se cruzam, palavras são ditas, abraços são dados e verdades reveladas. Instantes que nascem, acabam e renascem, numa respiração apenas. Há então algo mais complexo do que esse sistema de medida que se conhece como tempo?
Fator esse considerado a maior riqueza do homem, mas que não rege nos momentos que podem mudar toda a nossa existência, uma vez que a evolução numa vida não é controlada em segundos, horas e minutos.
Seria determinante aquele único minuto perdido que pode mudar o cronograma do dia, encravado por dois ponteiros sem compaixão? que se contrapõem ao campo sentimental por não haver razão nas coisas feitas pelo coração ?
São perguntas, sem respostas.
Exatamente por tudo se completar, a razão e sentimento, o explicável em números e o sentido á cada passo. Essa antítese de duas faces se une no conceito apenas de que o tempo não pára, e deve-se viver, o instante de agora como se o de amanhã não fosse renascer.
E não me restam mais palavras para explicar o complexo e simples tempo.
(Érica Rodrigues)
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Uma Lágrima, um olhar.
-->
Agora ele já estava crescido, mas seus afazeres da infância eram treinar pontaria de flechadas na Escola Cupido. Era verdade plena, como estava no Estatuto da Sociedade Celestial Art. III : Tendo o sobrenome Cupidos, Cupido ou outras variações assim o fará pela eternidade.
Mas ser um integrante do clã Cupidos não era apenas uma sina, eles tinham proezas como... bem, voar todos do Vale Celestial o faziam, mas ler o pensamento, essa sim era uma vantagem. Então funcionava assim: O cupido observa uma pessoa por um dia e também outra selecionada por compatibilidade de pensamentos entre eles e, por fim, ele provoca um olhar, ou melhor, "O olhar".
E não pensem que Silas fazia o que fazia pensando que os humanos viviam numa utopia, o olhar era essencial, sem ele nada aconteceria, porém não precisava ser à primeira vista. Afinal incontáveis eram as vezes em que, mesmo que ele já houvesse provocado o primeiro olhar, o amor demorava para acontecer e poucas foram as vezes de amores pronunciados instantaneamente ao ato.
Isso acontecia pelo fato curioso de que cada flechada tinha um prazo de efeito diferente para cada humano, mas se Silas fosse um veterano, aí sim com todo esse tempo de prática a flecha possuiria um efeito mais rápido e poderoso.
Resumindo, se você se apaixonou á primeira vista só há duas explicações: ou é por tendência sentimental – você é sensível ao amor, ou o seu cupido era veterano.
Na Escola Cupidos, os professores já não exerciam mais a profissão original- da escolha de amores entre humanos - eles apenas deixavam de lecionar, voltando á ativa, quando a sensibilidade de algum humano era tão pequena que o amor só aconteceria com duas flechadas sendo pelo menos uma de um professor, dependendo do nível de insensibilidade.
Para se tornar um professor ( ou pós-veterano) era necessário o acerto de mais de dois países de humanos na escolha do par perfeito, essa era a única possibilidade de “ fugir da sina do sobrenome”.
Acontece que a porcentagem de humanos insensíveis ao amor era tão grande que os professores estavam quase tão ativos como antes e a Escola Cupidos enfrentava muitas aulas vagas, o que levava aos aprendizes protestarem, exceto Silas (que estava no último ano), e em ,meio á tanto caos de protestos, professores voando pra lá e pra cá no mundo dos humanos e escola vazia, remeteu-se á uma reflexão numa tarde perguntando-se o que era Amor.
Sim, na escola não ensinavam o seu significado, apenas práticas de mira e aperfeiçoamento. E Silas não encontrava a resposta. Cansado de ficar prostrado, foi dar uma volta no mundo dos humanos.
Ao sobrevoar uma região onde um veterano ainda não havia atingido alguns corações preguiçosos novamente, Silas sentiu um calor nos olhos, a vista turva e uma lágrima contornado seu rosto angelical pela primeira vez, ao ver o choro de uma humana que acabava de descobrir o amor, o seu primeiro amor. Ambos não sabiam o que sentiam , ela só sabia que queria ficar parada ali, em meio á multidão e, por mais que Silas estranhasse, se encontrava hipnotizado nela. Ela parecia procurar algo com os olhos e ele sabia o que era; quanto mais ele se achegava em volta dela os corações batiam mais forte. Ele olhava para ela, e apesar de não mais estar escolhendo amores, sentia que o amor o escolhera. Porém ela não podia enxergar um ser habitante do Vale Celestial e sem "O olhar" o amor não se concretizava.
Silas foi embora e ela também, ambos incompletos, entretanto, amantes.
Agora ele entendia porque os professores não ensinavam o significado de amor. Justamente pelo fato de o amor ser um sentimento inexplicável.
E em meio ao caos Celestial, Silas encontrou o porquê do que fazia e o que fazia.
Como se no primeiro momento em que questionou as coisas seu coração tivesse se aberto para receber as respostas e o amor, sentimento que não se entende nem por definição até que ele se manifeste em nós.
Esse é para o Blokutando, nunca tentei participar, mas quem sabe...
O que vocês acham ?
Érica Rodrigues.
Sentimento Indefinível
Todo ser humano é capaz de sentir.Todo ser humano é capaz de agir.
Todo ser humano é capaz de transmitir.
Todo ser humano é capaz.
Já parou pra pensar que todos os seres biológicos são dotados de sentimentos? Sim, aquela capacidade de sentir algo que inexplicavelmente parece nos acompanhar desde que fomos concebidos.
Pois bem, nós seres humanos temos algumas particularidades, afinal não são todos os seres vivos capazes de sentir alegria e tristeza, expressar a felicidade e outrora o sofrimento, contudo dentre centenas, senão milhares de sentimentos, existe um que é ao mesmo tempo o tudo e o nada, complexo e o simples; para este damos o nome de amor.
Ao longo dos séculos, muito se disse e se criou em torno do amor, protagonista de lindas histórias e terríveis guerras. Passamos pelo Amor Cortez que não era correspondido, o Clássico também conhecido como trágico, mas diante de tantas coisas, pergunto-me: O que houve com o amor nos dias de hoje?
A resposta nunca esteve tão próxima, afinal na contemporaneidade conseguimos perceber que para o amor não existe forma.
O amor acaba por se tornar muitas vezes uma atitude altruísta, uma doação ilimitada na qual colocamos o ser amado acima de nós mesmos, enxergando a perfeição naquele que amamos e eximindo-o de seus erros, todavia amar é muito mais que amar, não é apenas aceitar. Na contra mão, colidimos com o narcisismo e sua necessidade de admiração e preocupação consigo próprio, mas é bem lá no meio que tentamos esboçar o real significado do amor, no vai-vem desta balança em constante metamorfose.
Um sentimento tão sublime, não seria capaz de escapar de ilusões e utopias de perfeição, muitos vivem na busca de um outro mundo onde finalmente a felicidade seria tangível e nessa busca alguns passam a vida inteira a resmungar o quão pérfido é o amor e mal sabem que o encontramos na imperfeição.
Por fim a conclusão é inconclusa, amar por si só não basta, amar acima de tudo é respeitar, aceitar que aquele que amamos também está sujeito a erros tentando acertar.
O amor é algo que está marcado no curso de nossas vidas, mal nos damos conta, ele surge sutilmente e crava suas raízes em nossos corações.
O destinatário está sempre presente, do primeiro ao último pensamento do dia contamos cada pulsação até o reencontro, pois o impossível inexiste no coração de quem ama.
Daniel Rodrigues
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Apenas o mesmo começo.

O vento jorrava a areia avermelhada da obra da prefeitura na avenida, e arrastava folhas recém caídas das árvores com galhos bamboliantes, envolvendo também meu corpo que se direcionava para casa passando pela passarela sob a avenida, que parecia cheia e vazia. Observei novamente a avenida e vi muito movimento, mas ao olhar o céu me deparei com uma nuvem chuvosa que sobrepunha tudo...
(Érica Rodrigues)
Somente eu havia percebido, ou ao menos observado; o resto seguia a corrente, frenéticamente formando o cheio, preenchendo o mundo. Eu representava o vazio, o meu caminho diferente, a minha percepção : era solitária.
Eu ansiava a chuva, aquela chuva espontânea poderia me seguir. Ela sim era verdadeiramente cheia. Mas a chuva hesitava, e as pessoas prosseguiam. Talvez o vazio estivesse em mim, eu é que não me adaptava. A pessoas todas estavam cheias, mesmo que de coisas vazias. E talvez por isso é que se pode sentir solidão em meio á um mar de gente.
Apenas a nuvem chuvosa e brava era realmente completa. Meu corpo é 70% água e talvez um dia eu seja como ela. Mas como ela continuou ali, eu fui sozinha para casa .
Ela me sobrepunha, e o vento me envolvia com folhas e terra.
(Dan Novachi) - http://beaultifulstrangerr.blogspot.com
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Nuvem chuvosa

O vento jorrava a areia avermelhada da obra da prefeitura na avenida, e arrastava folhas recém caídas das árvores com galhos bamboleantes, envolvendo também meu corpo que se direcionava para casa passando agora pela passarela sob a avenida que parecia cheia e vazia.
Observei novamente a avenida e vi muito movimento, mas ao olhar o céu, me deparei com uma núvem chuvosa que sobrepunha tudo; isso fez com que a multidão parecesse tão indiferente que se tornava insignificante em meio a tanta grandiosidade.
Grandiosidade. Isso me lembra universo, melhor que grandiosidade, universo me lembra infinito. Essa infinitude tem uma força tão intensa que, em meio a um desequilíbrio natural, a possibilidade de que tudo torne-se nada é grande e em segundos a vida passa a ser morte, num suspiro. Sendo assim ou de qualquer forma, a vida é um ciclo com final e exatamente por isso deve ser vivida, melhor que vivida, ser intensa, tão quanto a força de tudo o que nos cerca, talvez mais até do que se julga ser intenso.
Intensidade não é descontrole quando tem dicernimento, quando se sabe o que deve ser lembrado. Os momentos felizes parecem passar como raios, enquanto os de dificuldade durar uma eternidade. Isso acontece pelo fato de não se viver com intensidade a felicidade e sim o sofrimento.
Tudo o que se vive com intensidade se petrifica na memória. E quando o ciclo estiver chegando ao fim, para que tudo tenha valido a pena, necessita-se que momentos felizes façam parte de nós.
A intesidade pode se concentrar numa palavra, num amor, numa tarde, num olhar ou mesmo numa reflexão obtida sob uma ventania de temporal, e ela deve, principalmente, fazer parte de cada sorriso.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Um outro olhar.

Para muitos é uma consequência, um merecimento. Já outros a julgam um direito e alguns mais um valor ilusório; a liberdade é por vezes pintada pelas mãos da mídia nos olhos da verdade deixando-a cega; tanto inclusa nas idéias como em discussões, tão relativa que chega a ser indefinida, ao invés de um conceito real e universal.
São tantos olhares focados nela...
Na sociedade atual, pelo simples fato de ser a mesma, é dotada de regras, imposições necessárias para uma suposta harmonia, ordem e progresso. Mas, esses porquês nem sempre têm uma resposta, as pessoas que se dizem sem fronteiras sempre afligem as regras do jogo, causam discórdia, conflitos e são punidas por seus atos incovenientes á ordem.
Concluindo, a liberdade é algo impossível, não passa de ilusão, pois se é feito o que vem na cabeça e isso não segue o manual de comportamento,vem a punição. É quando o limite da liberdade é atingido. Antagonismo? Mas então o que é liberdade nessa libertinagem caótica resultante de tantas ordens?
Primeiro se acredita em algo para depois simplismente afirmar que ele nunca existiu?
Errado. Pois chega de verborragia.
A liberdade não exige muito para decolar do mundo ilusório, para passar a ser o que diz a definição: "faculdade de cada um decidir ou agir segundo a própria decisão", no mundo real, nessa sociedade.
Ela exige apenas duas coisas - sabedoria e equlíbrio. Sim, não é fácil, mas agora ela se torna possível. Só aquele que tem esses dois ítens é capaz de adquirir a liberdade, abrir o pacote fechado por tantos conceitos pré-concebidos e desfrutar de seu conteúdo bem mais que tangível apenas.
E quem faz o que "vem na cabeça" é escravo de seus instintos, não é livre.
A afirmação de que todos podemos contradiz o início do texto, mas é um outro olhar.
Cabe á cada um aderir o que acha real.
Talvez, a sociedade ainda não saiba o que é ser livre.
Fiquem com uma frase de Sakyamuni:
"O homem não precisa de muito para ser livre porque a liberdade está dentro dele".
PS: Peço desculpas pelo longo intervalo entre as postagens, o motivo é a época de provas e o resultante tempo escasso :)
terça-feira, 4 de agosto de 2009
A vã filosofia.

Nunca haverá duas pessoas que pensam totalmente igual em tudo.
A esfera de ensinamentos e ideologias que cerca cada pessoa em sua formação, não a biológica, mas aquela que compõe cada carácter e define cada pessoa em sua essência, é diferente. Mas as pessoas mudam, aliás, todos devem o fazer. Se a palavra vida inspira além de existência, expressa evolução, jamais se deve pensar que as coisas não mudam, a não ser que a intensão seja de apenas existir.
Algumas bases, porém, podem permanecer imutáveis, como as bases morais que variam de acordo com a sociedade em que se vive e com os componentes que formam aquela esfera ideológica que são atirados na composição de cada indivíduo. Estas bases relativamente comuns a um meio, são fixadas de tal maneira, que se tormam parte de cada pessoa.
Com tanta fixação, é comum que algumas idéias se tornem verdades absolutas e inquestionáveis sendo assim transmitidas de geração á geração, num ciclo moralmente favorável.
Porém, o mundo, com tanta vida e diferença, é muito mais rico do que se pode imaginar, e na maioria das vezes, não vale a pena se entregar á cegueira, por mais que essa seja a opção mais fácil e conveniente, a mais difícil pode revelar muitos ângulos antes exclusos; como citou Einstein " A mente que se abre a uma idéia jamais volta ao seu tamanho original" .
Apenas a teoria de enxergar tudo, como se não soubesse nada, num primeiro e puro olhar, sempre fará aflorar a riqueza do mundo aos olhos de quem realmente vê e mostrar o quão pouco se sabe á medida que se procura saber.
Como na conhecida frase de Shakespeare :
"Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia".
sábado, 11 de julho de 2009
A meta.
Quando se pergunta a alguém qual é o seu maior sonho, a maioria responde como sendo o alcance de um objetivo, seja ele profissional ou pessoal, portanto, o desejo de ser feliz ao alcançar-se o almejado.Agora, observo o céu e suas nuvens transeuntes, que não param por um instante sequer.
O que rege uma sociedade é o impulso gerado pelos objetivos de cada pessoa, seja ele o passar no vestibular, casamento, ter filhos, entre outros que compõem a busca de cada pessoa pela sua felicidade. Acredita-se que quando o objetivo é alcançado, a felicidade fará parte do pacote.
Sim, a sociedade precisa de objetivos, justamente para ter um caminho a ser trilhado, sem essa meta, não há caminhada alguma. Seria como observar o céu pela janela com suas nuvens,e perceber que o tempo passou apenas quando a noite tivesse chegado. Nada aconteceria. Se uma meta causa uma ação, que esta seja feita, mesmo que errada, qualquer ação levará a algum tipo de evolução, de conhecimento. A vida necessita de ser vivida para ter algum sentido. O tempo não espera a ação de um mero observador.
Quando o objetivo é traçado, para alcançá-lo é necessário uma longa caminhada, esta terá seus obstáculos, flores e espinhos. Já que ela se faz necessária, devemos vivê-la intensamente, descobrindo horizontes, conhecendo-se e evoluindo. E então, no final terá valido a pena.
Talvez, quando o objetivo for alcançado, será notado que a felicidade procurada como prêmio depois da longa jornada, foi vivida em cada momento da mesma, e que jamais existiria se não fosse construída a cada passo, a cada obstáculo e a cada sorriso.
Para saber que isso é verdade, basta olhar por alguns instantes que as nuvens não param, assim como o tempo. Ele passa rápido demais para deixar a felicidade para depois, pois a noite pode vir antes do esperado.
I was born to try
I was born to try, é o que diz uma música da Delta Goodrem, música esta que tem me causadoreflexões... Eu nasci para tentar.
Liga a TV na hora de qualquer noticiário e logo um rastro de conflitos deixado pela ganância será ao menos uma das notícias.
Os seres humanos se diferenciam das outras espécies por serem racionais e dotados de outras habilidades que resultam numa evolução continuada .O contraditório é ver o que tem acontecido com o mundo cujo os humanos são dominantes e impactantes, para seres tão evoluídos e racionais, o impacto deveria ser positivo. Mas é? Os seres evolutivos que compõem uma suposta sociedade, matam seus semelhantes em troca de poder ou apenas de exibi-lo, ansiando sempre mais.
A sede pelo poder desmedido, tem sido uma arma na mão da ganância que tem como refém a vida. O atual desequilíbrio econômico do mundo, tem causado a morte de pessoas por miséria que é resultante da mesma arma que derruba árvores, acaba com a saúde do ar que nos é vital, devasta fauna e flora. O poder novamente põe a vida em xeque.
Em sua maioria, a sociedade é formada por pessoas que se alienam do fato de estarem destruindo seu próprio lar e que preferem viver do lucro, viver apenas o agora, sendo levianos com as futuras gerações que podem encontrar um mundo, se ainda o encontrarem habitável, em constantes guerras e devastações naturais.
Onde está a parte racional? Se existe, com certeza não foi aplicada no âmbito certo.
Quase singulares são os vistos como excêntricos, que matam sua sede por um futuro melhor através do equilíbrio. Estes "quase singulares", por serem "quase" , me fazem acreditar na vida e num futuro melhor e equilibrado, impulsionando-me a fazer isso acontecer.
Espero que o mundo futuro seja formado por excêntricos que acreditam na vida e nasceram para tentar.
sábado, 30 de maio de 2009
Morango com céu azul.
Nas últimas tardes, observei o que na atual estação mais me agrada: o crepúsculo.No outono, o céu é encantador o dia todo, enfeitado pelo vento, que passa e deixa seus rastros, como pinceladas brancas em contraste com o azul vibrante.
Logo depois vêm o momento da passagem do dia para a noite. É a este que me refiro, cujo mais me agrada e toca. A magia acontece quando os raios de Sol cortam as núvens, como se não quisessem ir embora, mas a noite fria vem convicta e ofusca os raios com seu véu escuro bordado em diamantes. Então, vejo o céu límpido e repleto de estrelas, o que me faz sentir protegida e insignificante.
Mas o crepúsculo, só ele me recorda a infância. Lembra-me das tardes de outono, nas quais eu comprava sorvete perto de casa, e sempre pedia o mesmo sabor: morando com céu azul. Voltava para casa perdida de alegria, como se minha felicidade estivesse contida naquele sorvete. E estava.
Na infância, vive-se de felicidades intensas e simples. Mas o tempo passa e as pessoas se apegam menos a momentos e mais a objetivos, ligando-se tanto ao futuro, que se esquecem do presente, como se a felicidade fosse algo planejável. E, de tanto planejar, a cegueira se instala de tal forma, que a felicidade se torna ilusória ou inexistente.
Pois bem, creio que no momento em que eu voltava para casa, com o sorvete na mão, conhecia e possuía o que hoje tantos procuram.
Ao lembrar-me deste fato com tamanha nostalgia, me dou conta de que cada momento de felicidade que eu vivi se petrificou no tempo. A memória cuida de embutir momentos em nós. Por fim, digo que após uma conversa que tive com uma garotinha chamada Érica, que estava com um sorvete na mão, sei o que é eterno e o que significa felicidade.
Assinar:
Postagens (Atom)


